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quarta-feira, 5 de novembro de 2008

profeta= quem vive a ação profetica

O profeta é alguém que mantém acesa em seu coração a chama da indignação diante da realidade e dos clamores que dela emergem e que contradizem a vontade divina.
Torna-se, pela sua presença e pela sua palavra, uma voz que anuncia, denuncia e conclama as pessoas a fazerem uma opção clara por Deus. O profeta é alguém que se transforma em uma palavra de Deus em circunstâncias concretas da vida.
Porta uma palavra que pode ser suave, mas também pode soar violenta, capaz de suscitar interpelações profundas no coração dos interlocutores. A palavra divina é como uma chama que arde no coração do profeta; muitas vezes incômoda para si e provocadora para quantos o escutam. O profeta é também aquele que é capaz de anunciar a esperança contra toda a desesperança. Semear a esperança é ato de fidelidade e confiança na palavra do profeta. Por mais árido e estéril que possa nos parecer, esse espaço d’alma, mais cedo ou mais tarde, revelará toda sua fertilidade, fazendo germinar e desabrochar o semeado pela palavra Dele.

Missão Integral e Ação Profética: Desafios a uma fé engajada na igreja

Vivemos em uma sociedade pós-industrial, pós-histórica, pós-moderna, consumista e globalizada, onde quase não há mais agenda para a luta pelos interesses coletivos. Pelo contrário, se exalta cada vez mais a primazia dos interesses privados: do indivíduo, de sua tribo, de seu gueto, de sua confraria. A palavra de ordem da sociedade de consumo é “conforto”, e o grito de guerra é a nova música do Jota Quest: e se quiser saber pra onde eu vou, pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou . 2O conforto é uma das grandes ambições do ser humano, um verdadeiro lema de vida. Caminhamos em busca de uma espécie de “paraíso perdido”, como se Adão e Eva tivessem se arrependido de conhecer o “lado sombrio” da existência – tendo, porém, de se contentar em trabalhar pra sobreviver às custas de seu próprio suor, em saber que todo prazer relativo a esta vida é efêmero e que nada mais será como no “passado”, quando predominavam a inocência e a despretensiosidade.

Ação profetica

O cantor evangélico João Alexandre, quando afirma em uma de suas músicas que: “Enquanto se canta e se dança de olhos fechados, tem gente morrendo de fome por todos os lados. O Deus que se canta nem sempre é o Deus que se vive não, pois Deus se revela, se envolve, resolve e revive”. Precisamos conhecer melhor o Deus a quem dirigimos tantos sacrifícios de louvor e adoração. Adoração é muito mais do que isso que se tem ensinado nos cultos (e agora até em escolas próprias pra isso). Por que? Porque a adoração inclui o cumprimento da missão; tem muito mais a ver com o ser de Deus e sua natureza operando em nós pelo Espírito, que com nosso desejo, sincero ou abominável de barganhar com ele e de tentar agradá-lo. Todos os “agrados” e “mimos” que Deus poderia receber já foram dedicados por Jesus na cruz. Está consumado! Todo louvor, glória e adoração, daí pra frente, devem ser produto da graça em e por meio de nós. Do contrário, lembrando das palavras de Jesus, nossa justiça em nada excede à justiça dos escribas e fariseus.
Deus não precisa de sacrifícios! Ele disse: “Misericórdia quero, não sacrifício, o conhecimento de Deus mais do que os holocaustos” (Os 6.6). Ele não entra no jogo sórdido das barganhas humanas. Ele quer menos ortodoxia (doutrina certa) e mais ortopraxia (prática certa), na verdade, uma tem que ser resultado da outra; menos consciência de um compromisso, e mais encarnação desse compromisso: com a justiça, a paz, a liberdade, envolvendo-se, engajando-se. Se cantar o amor de Deus é bom, melhor é viver. Que ele nos encha de discernimento e coragem!

ação profetica

Enquanto se canta e se dança de olhos fechados, tem gente morrendo de fome por todos os lados.